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O Quarto Montessoriano



Consideremos um quarto “normal” de recém-nascido. O que encontramos?

Normalmente tem um berço/ cama de grades, um trocador, talvez uma cadeira de amamentação para o adulto… a sensação que temos, desde logo, é a de se trata de um espaço onde o bebé não faz muito mais além de dormir. E quando não o está a fazer, é levado para locais mais movimentados da casa. Já repararam que este bebé não tem a oportunidade de passar tempo acordado no seu próprio espaço, de ficar sozinho no mesmo, nem de trabalhar a sua capacidade de foco e concentração, sem que seja distraído por outros estímulos? Para que tal possa acontecer, é necessário o ambiente certo, aquele que vai de encontro ao seu nível de desenvolvimento, naquele momento, e este quarto que comummente encontramos não é exemplo disso.

Já um quarto típico “montessoriano” fornece tudo aquilo que procuramos para tal. É um quarto com cores neutras, bonito na sua simplicidade, que transmite calma, com o máximo de luz natural possível, com lâmpadas de cores quentes/ amareladas e com detalhes e alguns brinquedos (não muitos), esses sim, com cores mais vibrantes. É um quarto cujo mobiliário não tem um preço demasiado elevado e que facilmente pode ser “transformado” para acompanhar os vários estádios pelos quais o bebé vai passando.

O quarto “montessoriano”, divide-se, logo à partida, em quatro áreas distintas, cada uma com fundamental importância:

  • Dormir
  • Vestir/ trocar fraldas
  • Amamentação
  • Atividade

O elemento mais conhecido por quem conhece e até quem não conhece o método de Montessori é, sem dúvida, a cama do bebé, que se apresenta no chão, permitindo-lhe o movimento ilimitado.

Já aparecem no mercado várias caminhas deste género, em forma de casinha (aliciantes no aspeto), porém, o que se pretende verdadeiramente é um tão-simples colchão no chão, sem elementos que possam constituir perigo e magoar o bebé quando este se movimentar e um tapete (ou outra opção adaptada) que amorteça os poucos centímetros de queda, que é colocado imediatamente ao lado. Este colchão, idealmente, é colocado num dos cantos do quarto, ficando apenas com dois dos lados abertos à sua deslocação.

As camas de grades a que estamos habituados apareceram com o objetivo de proteger o bebé dos perigos da casa, porém, na verdade, podem elas sim constituir um perigo quando o mesmo tenta sair e trepar as laterais – a queda, nesse caso, é bastante maior. Também a passagem de uma cama de grades para uma cama normal de criança se revela mais difícil do que passando de uma cama no chão e estando já acostumado ao facto de não existirem barreiras que circunscrevem o espaço e impedem a queda.

A área de atividade consiste apenas num local desimpedido, onde possa ser colocado um tapete ou futon baixinho, um espelho e os materiais de desenvolvimento, em pequeno número, dispostos numa pequena estante baixinha. No caso de bebés mais pequenos, é também neste local que pode ser colocado o móbile. O bebé pode lá passar alguns momentos durante o dia, adotando nós um papel mais passivo e de observação. Enquanto estiver confortável, tranquilo e concentrado, não interferimos.

As áreas de amamentação e troca de fraldas/roupa são idênticas às mais comuns, apenas se dá preferência às trocas ao nível do chão, quer por uma questão de segurança para o bebé, quer pelo facto de o mesmo poder assumir um papel cada vez mais ativo neste momento, ganhando mais e mais autonomia e possibilidade de escolha (vestir ou trocar de fralda de pé, por exemplo).

No fundo, os valores maiores desta pedagogia - segurança, autonomia, independência e respeito - são encontrados em cada uma destas áreas. Em tom de brincadeira, costumamos dizer que o quarto “montessoriano” incomoda alguns pais por ter um custo "demasiado baixo" - como sabemos, há uma tendência para ligar um maior envolvimento financeiro com uma maior preocupação com os filhos. Vamos libertar-nos destas ideias e olhar para as necessidades dos nossos bebés?

Autor: Mãe Montessori


Com formação na área das ciências empresariais e a trabalhar no sector da aviação, foi ao ponderar lançar-me no mundo da maternidade que me deparei com o nome de Maria Montessori. Entre pesquisas e leituras de alguma bibliografia, soube desde logo que era o caminho a seguir. Soubemo-lo, aqui por casa.

Pouco tempo depois, engravidei e, nessa mesma altura, fiz a primeira formação online. Queria preparar-me melhor, agora que o momento estava para breve. O Vicente estava a chegar e decidi fazer uma segunda formação online. Li mais. Criei o blog Mãe Montessori.

Nasceu o Vicente e nasceu uma alma no blog. Eis o momento em que vos convido a conhecerem-no e a percorrerem connosco uma viagem maravilhosa.

O método de Montessori tem feito parte do nosso dia a dia e não nos podíamos sentir mais plenos no nosso papel de pais.

Os mais recentes privilégios foram a participação numa formação presencial, guiada pelo Gabriel Salomão e a certificação de Assistente Montessori dos 0-3 anos, pela AMI, a mais antiga e conceituada associação do mundo, guiada por Mário Montessori, filho de Maria Montessori. Estas formações vieram enriquecer o nosso caminho de uma forma que nem sabíamos ser possível e que tentaremos sempre partilhar com todos os que, tal como nós, valorizam a criança na sua verdadeira essência.

Em Março de 2020 nasceu o Henrique e, também com ele, vamos percorrer o caminho da educação para a paz, um legado que gostaríamos de ver espalhado numa comunidade crescente de pais, mães e educadores.

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